Nvidia dispara em faturamento com IA e data centers, superando massivemente a divisão gamer no ano fiscal

Nvidia atinge receita astronômica impulsionada por inteligência artificial e data centers, com divisão gamer em segundo plano

A Nvidia divulgou resultados financeiros que revelam um desempenho espetacular no quarto trimestre e ao longo do ano fiscal, com a inteligência artificial e os data centers como principais motores de seu crescimento. A receita total da empresa no trimestre alcançou US$ 68 bilhões, marcando um aumento expressivo de 73% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O segmento de data centers foi o grande destaque, gerando impressionantes US$ 193,7 bilhões durante o ano fiscal. Esse montante representa um avanço de 68% em relação ao ano anterior, consolidando o momento extraordinário da companhia no setor de IA. As arquiteturas Hopper e Blackwell, desenvolvidas para processamento em larga escala de inteligência artificial, foram cruciais para esse resultado.

Em comparação, a divisão gamer, tradicionalmente um dos pilares da Nvidia, registrou US$ 3,7 bilhões apenas no quarto trimestre. Ao fechar o ano fiscal, o setor gamer acumulou US$ 16 bilhões em receita, com um crescimento de 41%. Embora represente um desempenho sólido, especialmente com o avanço da linha RTX 50, esse valor é significativamente menor diante da avalanche financeira proveniente dos data centers.

Colette Kress, vice-presidente executiva e CFO da Nvidia, destacou que o negócio de data centers expandiu quase 13 vezes desde a ascensão do ChatGPT, ocorrida no ano fiscal de 2023. A executiva também projetou que a expectativa é de um crescimento contínuo ao longo de 2026, ultrapassando a estimativa inicial de uma oportunidade de mercado de US$ 500 bilhões, associada às plataformas Blackwell e Rubin.

A empresa sinalizou ainda ter assegurado compromissos de estoque e fornecimento para atender à demanda futura. Os planos de envio se estendem até 2027, um movimento que chama atenção em um cenário de crise no fornecimento de memória DRAM e pressão sobre fabricantes como a TSMC, que operam em capacidade máxima.

 

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